Panorama internacional

Trump não considera envio de tropas dos EUA, diz CNN

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não avalia a possibilidade de enviar tropas para o Irã diante de uma eventual intervenção de Washington, informou neste domingo (11) a emissora CNN, citando um funcionário da Casa Branca.
Sputnik
Anteriormente, o jornal New York Times havia noticiado que Trump foi informado sobre possíveis opções de ataque contra o Irã, em meio aos protestos no país, e estaria considerando seriamente autorizar ações militares.

"As opções que o presidente está considerando não incluem o envio de um contingente militar ao território do Irã", diz a publicação, citando uma autoridade da Casa Branca.

Já o portal norte-americano Axios informou que fontes da Casa Branca declararam que "todas as opções estão sobre a mesa" em relação ao Irã, embora nenhuma decisão tenha sido tomada até o momento.
Segundo a mídia, embora as conversas incluam a possibilidade de ataques, a maior parte das alternativas analisadas não envolve ações militares diretas, mas sim campanhas de propaganda e cyber ataques. Ainda assim, autoridades admitem que é difícil prever qual caminho Trump poderá escolher.
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Irã eleva o tom e cita possível reação

Em meio ao aumento das tensões, o Irã elevou o tom contra Estados Unidos e Israel. Autoridades iranianas afirmaram que qualquer bombardeio norte-americano ao país terá como resposta ataques diretos a Israel e a bases e navios militares dos Estados Unidos na região. A advertência foi feita pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf.
O governo iraniano acusa EUA e Israel de fomentarem a instabilidade interna. O presidente Masoud Pezeshkian afirmou que potências estrangeiras estariam "semeando caos" no país e pediu que a população se afaste do que classificou como atos de desordem.
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Trump chegou a advertir as autoridades iranianas sobre possíveis reações em caso de morte de manifestantes no país. Além disso, o presidente norte-americano afirmou que os Estados Unidos estão prontos para "ajudar" o Irã.
Diante dessas declarações, o chanceler iraniano Abbas Araghchi ressaltou que os assuntos internos de cada país dizem respeito apenas a ele próprio e que ninguém tem o direito de interferir ou determinar o que deve ser feito.
Também no sábado (10), Reza Pahlavi, filho do xá do Irã deposto em 1979, publicou um novo vídeo na rede social X convocando a população iraniana. Ele defendeu uma greve geral e afirmou que o objetivo dos protestos seria preparar a tomada e a manutenção de ruas e instalações estrategicamente importantes. Anteriormente, Pahlavi havia pedido ao presidente dos EUA que interviesse na situação no Irã.
Os protestos no Irã começaram no fim de dezembro de 2025 devido à desvalorização da moeda local, o rial iraniano. O foco principal das manifestações foram as fortes oscilações cambiais e seu impacto nos preços do atacado e do varejo. Segundo dados do Banco Central iraniano, a inflação anual atingiu 38,9%, enquanto o rial se desvaloriza rapidamente.
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