Conforme publicado pelo jornal O Globo, o medicamento poderá ser utilizado em duas situações: como profilaxia pré-exposição (PrEP), visando evitar a infecção pelo HIV em pessoas com mais de 12 anos e ao menos 35 kg; e em pessoas em tratamento que já convivem com o HIV, mas não possuem respostas desejadas com os tratamentos já liberados.
Desenvolvido pelo laboratório Gilead Sciences, o lenacapavir, com nome comercial Sunlenca, já foi liberado para uso na Europa e nos Estados Unidos. O fármaco exige injeções semestrais para manter eficácia máxima.
Ainda segundo O Globo, a novidade trazida pelo lenacapavir são as duas aplicações por ano. Os concorrentes do medicamento no mercado brasileiro, por exemplo, exigem ao menos seis aplicações no período de 12 meses.
Apesar da eficácia do fármaco, não há indícios de que o medicamento seja financiado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil. Nos Estados Unidos, o tratamento anual ultrapassa os US$ 28 mil (mais de R$ 150 mil).
Pesquisadores da Universidade de Liverpool, no Reino Unido, publicaram um estudo que indica que o remédio pode ser vendido a US$ 25 (cerca de R$ 130) e ainda gerar lucro para a Gilead Sciences.