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Brasil enviará 40 toneladas de insumos médicos para apoiar hemodiálise de pacientes na Venezuela

© Foto / Walterson Rosa / Ministério da SaúdeO ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante coletiva de imprensa, em outubro de 2025
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante coletiva de imprensa, em outubro de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 08.01.2026
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O governo brasileiro vai enviar 40 toneladas de insumos médicos e hospitalares para o tratamento de hemodiálise de cerca de 16 mil pacientes renais crônicos na Venezuela.
De acordo com o Executivo do Brasil, a ação faz parte de mobilização mais ampla para enfrentar a crise sanitária no país vizinho, com apoio do Ministério da Saúde, hospitais universitários federais públicos e instituições filantrópicas que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Um avião venezuelano está sendo aguardado no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), amanhã (9), para recolher os materiais, que incluem medicamentos, soluções fisiológicas e outros itens essenciais.
A iniciativa é coordenada pela Organização Pan‑Americana da Saúde (Opas/OMS), que articulou a coleta e a distribuição dos produtos, após o ataque bélico do último sábado (3), que destruiu o maior centro de distribuição de medicamentos e insumos da Venezuela.
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Ao todo, cerca de 300 toneladas de insumos foram reunidas para atendimento às necessidades dos pacientes venezuelanos, e serão distribuídas ao longo dos meses.

Solidariedade sanitária e proteção regional

O ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, afirmou durante o anúncio do envio que a doação não compromete os tratamentos de hemodiálise de cerca de 170 mil brasileiros que dependem do SUS.
Padilha destacou, em conversa com a imprensa, que a ação federal simboliza a gratidão que o Brasil tem pela Venezuela, que enviou mais de 135 mil metros cúbicos de oxigênio para Manaus (AM) durante a pandemia de COVID-19.
Além do envio dos insumos, o governo brasileiro destacou a mobilização de equipes da Força Nacional do SUS (FNSUS) em Roraima, estado que faz fronteira com a Venezuela. As equipes avaliam estruturas de saúde, profissionais, vacinas e outros recursos na região para minimizar possíveis impactos sobre o sistema de saúde brasileiro.
Desde 2025, o Ministério da Saúde assumiu integralmente a Operação Acolhida, estratégia humanitária voltada ao atendimento de migrantes venezuelanos.
Como parte dessa ação, o Projeto Saúde nas Fronteiras conta com equipes multiprofissionais atuando em abrigos em Pacaraima e Boa Vista (RR), oferecendo acompanhamento médico e ações de imunização e acolhimento.
Até dezembro, cerca de R$ 900 mil foram investidos em equipes e insumos para atendimento à população na região.
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