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Ações de Washington na Venezuela vão deixar América Latina mais dividida?
Ações de Washington na Venezuela vão deixar América Latina mais dividida?
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A operação dos EUA na Venezuela e apreensão do presidente do país, Nicolás Maduro, aumentarão as divergências ideológicas entre os líderes da região, disse à... 06.01.2026, Sputnik Brasil
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De acordo com a opinião do analista político, a situação ambígua na Venezuela que surgiu após o ataque das Forças Armadas norte-americanas em Caracas fará com que os líderes de outros países da região tomem diferentes posições quanto ao acontecido e percam a unidade política e ideológica.O especialista observou que os presidentes latino-americanos de esquerda ficarão muito preocupados com o que aconteceu na capital venezuelana, já a reação de líderes como o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, variará.No que se refere ao poder na própria Venezuela, o especialista norte-americano afirmou que a presidente interina do país, Delcy Rodríguez, provavelmente, pode ser forçada a prometer cooperar com Trump e dar alguns passos nessa direção, incluindo possivelmente dar aos EUA mais acesso ao petróleo venezuelano.Além disso, na opinião do professor, o governo interino da Venezuela atual tentará ganhar tempo balançando a cabeça para a posição de Trump a fim de que a atenção do chefe da Casa Branca mude da Venezuela para outras questões, e então seja possível voltar ao antigo estilo de governo.Ao mesmo tempo, o especialista observou que os partidários do falecido presidente da Venezuela, Hugo Chávez, cujo sucessor é o presidente capturado pelos EUA, Nicolás Maduro, poderão, provavelmente, aceitar o estado atual das coisas.O Ministério das Relações Exteriores da Rússia expressou solidariedade ao povo venezuelano, pediu para libertar Maduro e sua esposa, bem como para evitar uma nova escalada da situação.Pequim seguiu Moscou ao pedir a libertação imediata de Maduro e sua esposa, enfatizando que as ações dos EUA violam o direito internacional. O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte também criticou as ações dos Estados Unidos na Venezuela.O representante permanente da Rússia na Organização das Nações Unidas (ONU), Vasily Nebenzya, classificou, na segunda-feira (5), a apreensão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, como um ato de banditismo, afirmando que não pode haver qualquer justificativa para o crime cometido de forma cínica pelos EUA em Caracas.
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Ações de Washington na Venezuela vão deixar América Latina mais dividida?
13:07 06.01.2026 (atualizado: 16:00 06.01.2026) A operação dos EUA na Venezuela e apreensão do presidente do país, Nicolás Maduro, aumentarão as divergências ideológicas entre os líderes da região, disse à Sputnik Kurt Weyland, professor da Universidade do Texas, em Austin.
De acordo com a opinião do analista político,
a situação ambígua na Venezuela que surgiu após o ataque das Forças Armadas norte-americanas em Caracas fará com que os líderes de outros países da região
tomem diferentes posições quanto ao acontecido e percam a
unidade política e ideológica."Em geral, a situação na Venezuela aumentará a polarização ideológica entre os líderes da América Latina", disse Weyland.
O especialista observou que os presidentes latino-americanos de esquerda ficarão muito preocupados com o que aconteceu na capital venezuelana, já a reação de líderes como o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, variará.
"Lula, de acordo com a diplomacia cautelosa do Brasil, não vai querer provocar um conflito aberto com Trump, uma vez que recentemente conseguiu que Trump abrisse mão de tarifas punitivas e caras. Petro na Colômbia, por outro lado, pode muito bem buscar polarização e retórica dura antes das eleições na Colômbia", disse Weyland.
No que se refere
ao poder na própria Venezuela, o especialista norte-americano afirmou que
a presidente interina do país, Delcy Rodríguez, provavelmente, pode ser forçada a prometer cooperar com Trump e
dar alguns passos nessa direção, incluindo possivelmente dar aos EUA mais acesso ao petróleo venezuelano.
Além disso, na opinião do professor, o governo interino da Venezuela atual tentará ganhar tempo balançando a cabeça para a posição de Trump a fim de que a atenção do chefe da Casa Branca mude da Venezuela para outras questões, e então seja possível voltar ao antigo estilo de governo.
Ao mesmo tempo, o especialista observou que os partidários do falecido presidente da Venezuela,
Hugo Chávez, cujo sucessor é o presidente capturado pelos EUA, Nicolás Maduro,
poderão, provavelmente, aceitar o estado atual das coisas."Os chavistas na Venezuela provavelmente realizarão alguns protestos simbólicos contra a destituição de Maduro - para 'marcar posição' e demonstrar teatralmente seu compromisso com sua causa. No final, se minha análise estiver correta, eles serão capazes de aceitar a situação atual", afirmou Kurt Weyland.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia expressou solidariedade ao povo venezuelano, pediu para libertar Maduro e sua esposa, bem como para evitar uma nova escalada da situação.
Pequim seguiu Moscou ao pedir a libertação imediata de Maduro e sua esposa,
enfatizando que as ações dos EUA violam o direito internacional. O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte
também criticou as ações dos Estados Unidos na Venezuela.
O representante permanente da Rússia na Organização das Nações Unidas (ONU),
Vasily Nebenzya, classificou, na segunda-feira (5), a apreensão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro,
como um ato de banditismo, afirmando que não pode haver qualquer justificativa para o
crime cometido de forma cínica pelos EUA em Caracas.Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!
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