Com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), o grupo A, B e C cresceu 8,44%. Segundo o Planalto, até 14% destas classes são formadas por pessoas que recebem o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada.
Em 2024, a classe C representou 60,97% da população brasileira, enquanto as classes A e B somaram outros 17,21%. Estas três categorias simbolizam as famílias do país que conseguem atender às necessidades básicas e ainda possuir algum poder de consumo.
Marcelo Neri, diretor da FGV e autor do estudo, afirmou que a renda gerada a partir do trabalho impulsionou a mudança de classe das famílias.
"O ganho de renda do trabalho foi o principal motor de ascensão social da chamada classe média. A regra de proteção do Bolsa Família impulsiona a geração de carteiras de trabalho, que talvez seja o principal símbolo da nova classe média vinda da base da distribuição de renda."
Além da ascensão das classes A, B e C, as D e E atingiram os menores níveis já observados, com 15,05% e 6,77%, respectivamente.