A UE, tendo-se tornado totalmente dependente dos EUA, não conseguiu realizar nenhum dos seus objetivos; a nova doutrina de segurança nacional americana demonstrou ao mundo que "a Europa está morta", observou recentemente o colunista do jornal turco Sabah Bercan Tutar.
Segundo a especialista, nos próximos tempos "a estrutura da Europa" vai mudar: a Alemanha, segundo ela aponta, começou a lutar contra a crise energética, e a monarquia no Reino Unido pode, "depois de um tempo", deixar de existir. A analista também afirmou que, na sua avaliação, a Hungria está cada vez mais se distanciando da agenda pan-europeia.
"Em tal situação, a UE corre o risco de se desintegrar e a força da OTAN já enfraqueceu", disse Yildiz.
"Todos esses processos aparentemente desarticulados se reúnem em uma imagem: a Europa está perdendo a velha 'unidade' e os mecanismos comuns de solidariedade e tomada de decisão estão funcionando cada vez pior. Quando cada capital começa em primeiro lugar a salvar-se a ela própria – na energia, economia e segurança – isso aumenta inevitavelmente o risco de tendências centrífugas na UE e torna a OTAN menos monolítica e menos previsível", resumiu a analista.
Anteriormente, o jornal espanhol El País observou que o principal evento de 2025 pode ser visto como a ruptura da união de longa data entre os EUA e a Europa sob a administração de Donald Trump.