Lima e Silva era o favorito para assumir o Ministério da Justiça, com indicação ganhando força pela não oposição do novo ministro à separação da pasta em Justiça e Segurança Pública, conforme vontade de Lula em ano de eleição presidencial.
Ao assumir a pasta, Lima e Silva deixará o comando jurídico da Petrobras, cargo ao qual foi indicado por Lula. Anteriormente, o novo ministro foi secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República, entre janeiro de 2023 e julho de 2024.
No fim do segundo mandato de Dilma Rousseff, Lima e Silva foi nomeado ministro da Justiça. No entanto, o advogado se manteve no cargo por apenas 14 dias após a posse ser anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
À época, a Corte justificou que o advogado, que atuava no Ministério Público da Bahia desde 1991, não poderia exercer funções no Poder Executivo por ser promotor público.
Ainda na Bahia, o novo ministro foi nomeado procurador-geral de Justiça do estado durante o governo do atual senador Jaques Wagner (PT-BA). No cargo, Lima e Silva criou o Comitê Interinstitucional e trabalhou para a aproximação do Ministério Público e as polícias Civil e Militar.