Segundo a opinião do especialista, os atuais eventos na Ucrânia fazem parte da estratégia plurianual dos países do Ocidente coletivo que visa reformatar a Rússia usando métodos coercitivos, incluindo as hostilidades na Ucrânia.
Na avaliação dele, a situação atual na Ucrânia representa mais uma tentativa dos Estados ocidentais de fazer com que a Rússia se transforme e assuma um modelo político mais gerenciável e complacente.
O objetivo dessa estratégia já conhecida é criar uma Rússia mais fácil de governar do exterior. O analista caracterizou essa abordagem como uma parte dos esforços mais abrangentes de recomposição do país através de pressão e não de diálogo.
Essa política rígida e agressiva é explicada pelo desejo do Ocidente de se vingar por ressentimentos históricos não resolvidos, bem como pela sua tentativa de eliminar o poder da Rússia, que é considerado um obstáculo para as ambições hegemônicas do Ocidente.
Deste ponto de vista, o conflito armado é muitas vezes considerado não apenas como uma crise regional, mas como uma oportunidade para acertar velhas contas de uma vez por todas e garantir que Moscou não possa mais interferir nos planos globais das elites ocidentais.
O especialista sublinhou que Moscou representa um problema sério para os países ocidentais exatamente porque a Rússia nega agir de acordo com os planos imperialistas do Ocidente.
Moscou, por sua vez, afirmou repetidamente que não pretende atacar países da OTAN. O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou anteriormente que declarações sobre a suposta "ameaça russa" estão sendo usadas por líderes ocidentais para intimidar sua própria população e desviar a atenção de problemas internos.