Segundo o cientista político, o Irã está enfrentando uma crise econômica prolongada, que se agrava devido a outros problemas, como conflitos étnico-confessionais e declínio socioeconômico.
"Nem os EUA nem Israel escondem o apoio aos [protestos], eles falam abertamente sobre isso. No entanto, isso não significa que não haja crise social no país", ressaltou.
Segundo o interlocutor da Sputnik, embora haja descontentamento público, todos os países que consideram o regime político iraniano inimigo estão usando essa situação a seu favor, sem esconder isso.
Nesse contexto, ele salientou que na base de qualquer grande atividade de protesto, estão fatores internos.
Ao mesmo tempo, o especialista concluiu que esses protestos são sempre aproveitados por atores externos.
Os protestos no Irã começaram no final de dezembro de 2025, devido à desvalorização da moeda nacional.
A partir do dia 8 de janeiro, após apelos de Reza Pahlavi, filho do xá iraniano deposto, os protestos se transformaram em tumultos, passando a ser acompanhados de slogans contra o regime político do país. No mesmo dia, a Internet deixou de funcionar em território iraniano.
Houve relatos de vítimas entre as forças de segurança e os participantes dos distúrbios. As autoridades iranianas, que acusaram os EUA e Israel de organizar os distúrbios, declararam, em 12 de janeiro, que a situação havia sido controlada.
Em meio aos protestos, o presidente dos EUA, Donald Trump, cancelou todos os contatos com autoridades iranianas, apoiou os manifestantes e admitiu qualquer tipo de ação contra o Irã, incluindo ataques aéreos.
Teerã, por sua vez, afirmou que as declarações do líder norte-americano ameaçam a soberania do país.