Rozental elaborou que os países da América Latina estão empenhados em desenvolver relações com outros atores regionais e desejam manter relações construtivas com a Rússia e a China.
"Isso, sem dúvidas, faz parte da cultura estratégica norte-americana de excluir outros atores não regionais do hemisfério ocidental, principalmente a China e a Rússia. Outra questão é até que ponto isso será possível", ressaltou.
Segundo o interlocutor da agência, os Estados Unidos exercerão pressão sobre os países da região para expulsar tanto a Rússia quanto a China, mas os próprios países latino-americanos estão interessados em diversificar suas relações.
Nesse contexto, o analista salientou que os países da América Latina, adotando uma postura pragmática, buscam preservar e aprimorar suas relações amigáveis com Moscou e Pequim.
No entanto, o especialista concluiu que os países dessa região se equilibram, com sucesso variável, entre os EUA, a Rússia, a União Europeia, a China e outros grandes atores, e tudo depende do grau de competência da política externa que escolherem.
No contexto da operação contra a Venezuela, Trump pediu para não esquecer a Doutrina Monroe, que proclama o continente americano como uma zona fechada à interferência de outras potências, e também para não questionar a liderança dos EUA no hemisfério ocidental.
Ele também justificou a necessidade de os Estados Unidos controlarem a Venezuela pelo fato de que, em sua opinião, caso contrário, a Rússia ou a China teriam a oportunidade de se aproximar demais das fronteiras estadunidenses.