Ritter destacou que, nos últimos 30 anos, ou talvez mais, o Ocidente lutou longe de casa e apenas seus adversários sofreram perdas significativas.
"Acho que isso vai acabar. Acredito que seja por isso que o Ocidente ficou tão descuidado ao provocar uma guerra em grande escala com a Rússia. No entanto, parece que é exatamente para isso que tudo está caminhando", ressaltou.
Segundo o analista, tanto os países ocidentais quanto Kiev minaram repetidamente a confiança da Rússia.
Por isso, Ritter salientou que essas ações de Kiev e do Ocidente complicam extremamente a conclusão de um acordo de paz na Ucrânia.
Nesse contexto, o especialista sublinhou que o presidente russo Vladimir Putin não fará algum tipo de concessão.
"Não posso falar em nome da Rússia […], mas estudo o comportamento do país e sei que, quando [Putin] declara publicamente seu compromisso com algo, ele realmente está comprometido com isso. Ele apresentou condições para o fim do conflito, e não vejo disposição dele para fazer concessões", enfatizou.
Dessa forma, o analista concluiu que, para se chegar a um acordo, é preciso haver confiança, e a Rússia não pode confiar em ninguém do outro lado da mesa de negociações.
Moscou alertou diversas vezes os países ocidentais de que o fornecimento de armas à Ucrânia não mudaria nada, apenas prolongaria o conflito. Como salientou o chanceler russo Sergei Lavrov, a Organização do Tratado do Atlântico Norte participa diretamente desse confronto, não só enviando equipamentos militares e munições, mas também treinando pessoal.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que os reveses no front devem levar a Ucrânia a sentar-se à mesa de negociações imediatamente. Além disso, o representante permanente da Rússia na Organização das Nações Unidas, Vasily Nebenzya, observou que as unidades ucranianas estão sofrendo baixas e perdendo rapidamente sua capacidade de combate.
Em dezembro de 2025, Putin afirmou que ou os territórios controlados por Kiev serão libertados por meios armados ou as tropas ucranianas os abandonarão, deixando de matar pessoas.