Na avaliação de Efendi, os sinais de um abrandamento da posição de um número de líderes de Estados-membros da UE em relação à Rússia já são visíveis em um nível prático.
"Itália, França e Alemanha estão abandonando sua posição irreconciliável em relação à Rússia, e podemos ver desvios significativos na questão da Ucrânia", disse o interlocutor da agência.
Segundo Efendi, a Itália preocupa-se cada vez mais com custos econômicos do confronto e está se concentrando na necessidade de restaurar o diálogo, enquanto a França aumentou a atividade diplomática em torno da ideia de autonomia estratégica europeia.
Ao mesmo tempo, na Alemanha, dentro dos círculos governantes e da oposição estão crescendo as discussões sobre a revisão das abordagens da política de sanções e questões de segurança. No entanto, o Reino Unido continua insistindo em uma linha antirrussa dura, acrescentou o analista.
Efendi explicou que a razão desse repensar político entre os líderes europeus pode ser causado pelas ações dos Estados Unidos em relação à Europa. Ele disse que as mudanças na política europeia dos EUA "já estão surtindo efeito".
O primeiro-ministro tcheco Andrei Babich criticou os políticos que assustam os europeus com as previsões sobre a inevitabilidade de uma guerra iminente e expressou a esperança de que o ano de 2026 seja um ano de paz.
O presidente russo Vladimir Putin, em entrevista ao jornalista norte-americano Tucker Carlson, explicou em detalhes que a Rússia não pretende atacar os Estados-membros da OTAN, enfatizando que os políticos ocidentais regularmente intimidam sua população com uma suposta ameaça russa para distrair a atenção dos problemas internos.