Panorama internacional

Trump descarta ir a Paris para reunião do G7 proposta por Macron

Em coletiva, líder estadunidense também abordou a questão da Groenlândia, afirmando que "algo muito bom vai acontecer" na ilha.
Sputnik
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que não pretende participar da reunião do G7 em Paris proposta por seu homólogo francês, Emmanuel Macron. Em coletiva na tarde desta terça-feira (20), ele disse que não participaria do evento porque Macron não deve ficar por muito mais tempo no governo da França.

"Não, eu não faria isso, porque Emmanuel [Macron] não ficará lá [no governo] por muito tempo", disse Trump.

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Os comentários do líder estadunidense vêm em meio a tensões com as potências europeias devido à ameaça do republicano de anexar a Groenlândia.
Trump afirmou que "acha que algo muito bom vai acontecer na Groenlândia", mas não forneceu mais detalhes ao ser questionado até onde estaria disposto a ir para obter a Groenlândia para os EUA.
"Vocês vão descobrir", disse ele aos repórteres em resposta a uma pergunta sobre o assunto.
Trump se limitou a dizer que ele e sua equipe têm várias reuniões agendadas sobre a Groenlândia.
"Temos muitas reuniões agendadas sobre a Groenlândia. Como vocês sabem, estou partindo hoje à noite para Davos, e temos muitas reuniões agendadas sobre a Groenlândia", disse Trump aos jornalistas.
Na coletiva, ele também abordou a questão da Venezuela e o conflito ucraniano. Ele afirmou que os EUA já extraíram "50 milhões de barris do petróleo da Venezuela", e enfatizou que as autoridades do país sul-americano têm se mantido abertas ao diálogo nos últimos tempos.
"Agora eu amo a Venezuela; eles estão cooperando conosco. Eles têm se comportado muito bem", disse o líder norte-americano.
Sobre as negociações envolvendo a Ucrânia, Trump disse que está tentando resolver o que descreveu como o "último conflito".
"Estou tentando resolver o conflito final. Estou tentando resolver o conflito entre Rússia e Ucrânia, e quando a Rússia estiver pronta, a Ucrânia não estará. Quando a Ucrânia estiver pronta, a Rússia não estará", disse Trump.
O presidente norte-americano disse ainda que Washington tomou diversas medidas em relação à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Ele disse que "fez mais pela OTAN do que qualquer outra pessoa, viva ou morta" e que a aliança atlântica deveria "tratar os EUA de forma justa".
"Meu maior receio em relação à OTAN é que gastamos quantias enormes de dinheiro com ela, e sei que iremos ajudá-la, mas duvido muito que eles nos ajudem", comentou.
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