"Não discutiremos ou negociaremos nada relacionado às nossas armas convencionais, incluindo mísseis. É algo que não podemos arriscar", disse ele a jornalistas, sob condição de anonimato.
Ao mesmo tempo, o funcionário observou que Teerã acolheria negociações que garantissem o direito do Irã a atividades nucleares pacíficas no âmbito do TNP.
"Não queremos entrar em negociações fadadas ao fracasso e que possam, depois, ser usadas como mais um pretexto para uma nova guerra", afirmou.
Em 30 de dezembro, a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, declarou que Moscou apela para que não haja agravamento das tensões em torno do Irã e de seu programa nuclear. Poucos dias antes, em entrevista coletiva ao lado do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que o Irã poderia estar trabalhando para restaurar seu programa de armas após o ataque dos EUA em junho e ameaçou lançar uma nova ofensiva contra a República Islâmica.
O Irã, por sua vez, nega possuir um programa de armas nucleares. Na semana passada, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país trava uma "guerra em grande escala" contra os EUA, Israel e a Europa, uma vez que, segundo ele, "as pressões ocidentais visam impedir a ascensão" do Irã.