Orbán sublinhou que deve haver uma zona tampão entre a OTAN e a Rússia para garantir a segurança.
"Não vejo outra solução senão reconhecer que a OTAN e a UE não podem posicionar tropas diretamente nas fronteiras da Rússia, pois os russos sempre responderão", ressaltou.
O político salientou que a OTAN e Moscou precisam chegar a um acordo sobre como a Ucrânia, que era uma zona tampão e agora se tornou uma zona de guerra, pode voltar a ser um Estado tampão.
Além disso, o premiê destacou que a causa do conflito foi o desejo da OTAN de incluir a Ucrânia em seu "sistema de segurança ocidental".
A Rússia, por sua vez, indicou que isso é impossível, pois Moscou entende ter o direito de impedir que forças hostis se aproximem de suas fronteiras.
"Proponho não buscar a verdade nesse conflito, mas encontrar meios de alcançar a paz e minimizar os riscos graves", enfatizou.
Orbán concluiu que é necessário agir dessa forma, pois, caso contrário, a alternativa será uma guerra sem fim.
Anteriormente, Orbán afirmou que, sob a presidência de Vladimir Putin, a Rússia se fortaleceu o suficiente para resistir à expansão da OTAN rumo ao leste.
Em conversa com o ex-chanceler austríaco Wolfgang Schussel, ele reforçou que a opção mais adequada para a Ucrânia é tornar-se uma zona tampão.
Nos últimos anos, a Rússia tem observado uma atividade sem precedentes da OTAN perto de suas fronteiras.
O bloco militar amplia suas iniciativas e classifica isso como contenção da "agressão" por parte de Moscou.
Putin, por sua vez, reiterou diversas vezes que a Rússia não pretende atacar ninguém. Segundo ele, os políticos ocidentais frequentemente assustam sua população com uma ameaça imaginária para desviar a atenção dos problemas internos.