Em meio às discussões sobre a retomada das atividades da empresa, representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região se encontram com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB). A reunião acontece na sede da pasta, em Brasília.
Conforme o sindicato, o objetivo é pressionar o governo federal a intervir na situação da empresa, até então considerada a maior do setor bélico do país. Entre as sugestões, está a aquisição de produtos produzidos pela Avibras para o Exército — entre eles, estão sistemas de artilharia, veículos blindados, mísseis, foguetes e veículos aéreos não tripulados (VANTs).
"O investimento do governo federal é uma questão de fundamental importância para o retorno das atividades da Avibras", ressaltou o presidente da entidade, Weller Gonçalves.
Salários e verbas rescisórias atrasadas há 34 meses
Com o agravamento da crise financeira da empresa, o pagamento de salários e verbas rescisórias dos até então 900 funcionários estão em atraso há 34 meses. Diante do passivo trabalhista, o sindicato voltou a tentar negociar com a empresa o pagamento dos valores na última semana e vai se reunir com a direção da Avibras na próxima quarta (28).
De acordo com a entidade, a administração informou que há a intenção de retomar as atividades inicialmente com 210 trabalhadores e, até a metade de 2026, o número poderia chegar a 450.
"O Sindicato espera que, desta vez, o governo confirme os investimentos necessários para a volta da Avibras, pois já se passaram três anos e nada de concreto foi feito", finalizou.