"Nossas cúpulas se tornaram rituais vazios, dos quais se ausentam os principais líderes regionais. Como resultado, a única organização que engloba a totalidade dos países da América Latina e Caribe, a CELAC, está paralisada, apesar dos esforços do nosso querido presidente [da Colômbia, Gustavo] Petro. A CELAC não consegue produzir nem mesmo uma única declaração contra intervenções militares ilegais que abalam a nossa região."
Como se posicionar diante dos Estados Unidos?
"A busca dos Estados Unidos pelo domínio completo da América Latina e do Caribe chama muito a atenção, mas mais do que isso, deveria provocar uma reação coletiva. Mas o que a gente viu é que essa divisão [...] mostra quão longe nós estamos de minimamente ter um consenso de que os Estados Unidos devem tratar com respeito a soberania de cada um dos países."
"Nem todos os países da América Latina, nós temos que reconhecer, têm uma capacidade de exercerem políticas internacionais, externas, com autonomia. Nós vemos países na nossa região que são fortemente dependentes dos Estados Unidos."