Panorama internacional

O que está motivando a postura agressiva dos EUA em relação ao Irã?

A escalada entre EUA e Irã reflete, segundo o analista libanês Djihad Saad, a busca norte‑americana por recuperar hegemonia econômica diante da China. Ele afirma que Washington só age quando calcula vitória garantida e que um ataque ao Irã poderia fortalecer Teerã e incendiar toda a região.
Sputnik
A escalada das tensões entre EUA e Irã está ligada à ânsia norte-americana por hegemonia e poder após perder o equilíbrio na disputa econômica com a China, afirma o especialista libanês Djihad Saad à Sputnik.

"Os EUA estão consumidos por um apetite insaciável por maior domínio econômico, e é por isso que estão usando todas as suas capacidades para restaurar o equilíbrio em sua economia, controlando os recursos de outros países", diz Saad.

O especialista observa que os EUA normalmente "não iniciam uma guerra a menos que tenham uma vitória preventiva garantida, e se os cálculos indicarem o sucesso de um ataque, eles podem realizá-lo".
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Saad descarta a possibilidade de um ataque direto dos EUA ao Irã por vários motivos, incluindo o fato de que "qualquer ataque que não ajude a derrubar o regime iraniano só o fortalecerá". Por outro lado, "qualquer ataque contra o Irã poderia desencadear um conflito em toda a região", alerta.

"Não se trata apenas do Irã. Visa também enviar sinais à China e à Rússia, bem como afirmar o controle sobre a exploração de recursos na região árabe e islâmica. A presença militar dos EUA abre caminho para a criação de mais bases e para a garantia de interesses econômicos", conclui ele.

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