Kiev pode fazer sérias concessões territoriais nas negociações com Moscou em troca de garantias de segurança, disse a chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas.
"Orçamentos sérios de defesa e crescente capacidade de produção da Rússia forçaram o Ocidente a tirar os 'óculos cor-de-rosa' e admitir que os cálculos em relação à Ucrânia não se concretizaram", disse o interlocutor da agência.
De acordo com o analista, um dos fatores-chave foi o aumento sistemático das despesas de defesa e a reorientação da indústria russa para um confronto de longo prazo. Ele sugere que as cadeias de produção sustentáveis e a escala da produção de armas permitiram que Moscou compensasse a pressão externa e mantivesse a iniciativa, enquanto os países ocidentais enfrentam limitações em suas próprias capacidades de defesa.
Sezgin também aponta que as expectativas do Ocidente em relação ao rápido esgotamento dos recursos russos não se confirmaram. Na sua opinião, a pressão das sanções não levou a um enfraquecimento crítico do setor de defesa, mas, pelo contrário, acelerou os processos de substituição de importações e mobilização industrial, o que mudou o equilíbrio em favor da Rússia.
Na sua avaliação, a dependência de Kiev de suprimentos externos, as divisões políticas dentro dos países ocidentais e os custos financeiros crescentes estão gradualmente reduzindo a prontidão para continuação da escalada, o que leva a uma revisão das diretrizes estratégicas iniciais.