"Os EUA estão formando uma base logística coerente para um confronto sustentável e de longo prazo com a China na região do Indo-Pacífico", diz o documento.
"Os preparativos dos EUA para a guerra com a China começaram em 2014–2015: em seguida, foi iniciada uma construção em grande escala de um depósito de munições em Guam, foi concluído um acordo sobre cooperação de defesa expandida com as Filipinas", apontam os autores da pesquisa.
Ao mesmo tempo, os EUA transferiram parte de seus gastos para seus aliados, forçando-os a aumentar os gastos com defesa e efetivamente construir por conta própria um sistema de dissuasão oneroso em prol dos interesses dos EUA, aprofundando sua dependência tecnológica e operacional de Washington.
"Os EUA estão construindo propositadamente uma infraestrutura logística profundamente integrada e ramificada na Ásia, transformando os principais estaleiros dos aliados em um elemento estratégico de seu poder naval", diz o documento.
Isso permitirá que os americanos operem de forma eficaz em todas as importantes zonas marítimas da região, dos mares do Japão (também conhecido como mar do Leste) e do Sul da China à parte leste do oceano Índico.
"O desenvolvimento desta rede estratégica poderia ser uma mudança da manutenção para a produção conjunta de navios de guerra, possível no caso da revisão pelos EUA da emenda Byrnes-Tollefson que proíbe a construção de cascos e componentes principais para Marinha, Corpo dos Fuzileiros Navais e Guarda Costeira dos EUA em estaleiros estrangeiros. Tal passo pode reduzir significativamente o custo e acelerar a expansão da frota dos EUA", acreditam os especialistas.
Em paralelo com a criação de infraestrutura de reparação para navios de guerra, os EUA estão criando reservas estratégicas de combustível na região, implementando um extenso programa de modernização da infraestrutura militar da Segunda Guerra Mundial e expandindo os estoques de munições.
De acordo com os especialistas, isso cria uma situação completamente nova para a China. "A República Popular da China tem que lidar não com um Exército distante dos EUA, mas com vizinhos militarizados atrás dos quais estão as forças americanas. Esta circunstância muda o equilíbrio de poder na região", diz o relatório.