Os EUA impuseram novas sanções ao Irã, visando sete indivíduos e duas entidades, incluindo comandantes do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), informou o Departamento do Tesouro nesta sexta-feira (30).
O órgão acusa as pessoas sancionadas de serem responsáveis pela "repressão brutal recente contra seu próprio povo".
"Os EUA apoiam o povo iraniano em seus protestos contra o regime corrupto e repressivo de Teerã. Estamos designando seis autoridades iranianas que supervisionam as forças de segurança iranianas como responsáveis pela violenta repressão aos manifestantes, bem como um investidor iraniano que desviou bilhões de dólares dos cofres públicos do povo iraniano", declarou o departamento.
Os protestos no Irã eclodiram no final de dezembro de 2025, em meio a preocupações com a inflação crescente provocada pela desvalorização da moeda local, o rial iraniano. Desde 8 de janeiro, as marchas se intensificaram, após apelos de Reza Pahlavi, o exilado filho do xá Reza Pahlavi, derrubado pela Revolução Islâmica de 1979.
Em diversas cidades iranianas, os protestos se transformaram em confrontos com a polícia, embora as autoridades federais tenham declarado em 12 de janeiro que a situação estava sob controle.
Uma fonte da segurança iraniana disse à Sputnik que mais de 500 pessoas, incluindo policiais e membros do IRGC, foram mortas durante os distúrbios.