EUA podem intensificar pressão militar sobre Irã, alerta especialista: 'já cruzaram linha vermelha'
EUA podem intensificar pressão militar sobre Irã, alerta especialista: 'já cruzaram linha vermelha'
Sputnik Brasil
Washington pode aumentar a pressão militar sobre Teerã, já que os Estados Unidos cruzaram "linhas vermelhas" em junho de 2025, quando realizaram um ataque... 15.01.2026, Sputnik Brasil
Em 9 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou o Irã com "golpes fortes" caso houvesse mortes entre manifestantes. Dias depois, a mídia norte-americana revelou que a administração Trump considera mais provável do que improvável um ataque dos EUA contra o Irã.Segundo ele, caso Washington decida atacar o Irã, terá de deslocar grupos de porta-aviões para o Golfo Pérsico ou para o Mar Mediterrâneo. Atualmente, uma dessas forças está no Caribe, voltada ao enfrentamento com a Venezuela."Com isso, acaba sendo desestruturada a própria estratégia de Donald Trump, que buscava tornar o Oriente Médio uma região menos prioritária para os Estados Unidos e reforçar sua influência no Hemisfério Ocidental", destacou o especialista.Dudakov acrescentou que o presidente dos EUA pode se afastar da pauta iraniana e voltar seu foco para a Venezuela, Cuba ou Groenlândia, já que os protestos no Irã vêm perdendo força gradualmente.Os atos começaram no fim de dezembro de 2025, em razão da desvalorização da moeda local, o rial iraniano. A partir de 8 de janeiro, após apelos feitos por Reza Pahlavi, filho do xá iraniano deposto em 1979, as manifestações se intensificaram. Em várias cidades iranianas, os protestos evoluíram para confrontos com a polícia e foram acompanhados por palavras de ordem contra o sistema político do país. Houve relatos de vítimas tanto entre as forças de segurança quanto entre os manifestantes. As autoridades iranianas, que acusaram os Estados Unidos e Israel de organizar os distúrbios, afirmaram no fim de semana que a situação havia sido colocada sob controle.
Washington pode aumentar a pressão militar sobre Teerã, já que os Estados Unidos cruzaram "linhas vermelhas" em junho de 2025, quando realizaram um ataque pontual contra instalações nucleares do Irã, avaliou em entrevista à Sputnik o cientista político e especialista em EUA Malek Dudakov.
Em 9 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou o Irã com "golpes fortes" caso houvesse mortes entre manifestantes. Dias depois, a mídia norte-americana revelou que a administração Trump considera mais provável do que improvável um ataque dos EUA contra o Irã.
"No que diz respeito à pressão militar, existem sim perspectivas concretas, porque os americanos já cruzaram essa linha vermelha em junho de 2025, quando pela primeira vez atacaram o território iraniano. Outra questão é que esses ataques exigem tempo de planejamento e preparação, como o redirecionamento de recursos militares de volta ao Oriente Médio, já que atualmente a presença militar dos EUA na região não é tão significativa", afirmou Dudakov.
Segundo ele, caso Washington decida atacar o Irã, terá de deslocar grupos de porta-aviões para o Golfo Pérsico ou para o Mar Mediterrâneo. Atualmente, uma dessas forças está no Caribe, voltada ao enfrentamento com a Venezuela.
"Com isso, acaba sendo desestruturada a própria estratégia de Donald Trump, que buscava tornar o Oriente Médio uma região menos prioritária para os Estados Unidos e reforçar sua influência no Hemisfério Ocidental", destacou o especialista.
Dudakov acrescentou que o presidente dos EUA pode se afastar da pauta iraniana e voltar seu foco para a Venezuela, Cuba ou Groenlândia, já que os protestos no Irã vêm perdendo força gradualmente.
Os atos começaram no fim de dezembro de 2025, em razão da desvalorização da moeda local, o rial iraniano. A partir de 8 de janeiro, após apelos feitos por Reza Pahlavi, filho do xá iraniano deposto em 1979, as manifestações se intensificaram.
Em várias cidades iranianas, os protestos evoluíram para confrontos com a polícia e foram acompanhados por palavras de ordem contra o sistema político do país. Houve relatos de vítimas tanto entre as forças de segurança quanto entre os manifestantes. As autoridades iranianas, que acusaram os Estados Unidos e Israel de organizar os distúrbios, afirmaram no fim de semana que a situação havia sido colocada sob controle.
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