Panorama internacional

Europa intencionalmente impede assinatura de acordo de paz na Ucrânia e atrapalha negociações, diz especialista

Os países europeus desempenham intencionalmente um papel destrutivo no processo de resolução do conflito ucraniano porque entendem que o momento da assinatura de um acordo de paz será um ponto de virada para eles, disse à Sputnik o cientista político sírio Iyas Al-Khatib.
Sputnik
O especialista sírio acredita que o Reino Unido foi um dos países que inicialmente interromperam o processo de negociação.
Em seguida, outras nações europeias começaram a desempenhar o papel de desestabilizadores, porque entendem que o momento de assinar um acordo específico sobre a questão ucraniana será um marco histórico e decisivo.
Ele explicou que assinar tal acordo significará reconhecer a vitória da Rússia e a derrota da Europa, por isso os europeus temem a paz na Ucrânia e envidam esforços para frustrar o processo de resolução pacífica.

"Mesmo essa derrota hoje exige coragem, e a coragem falta aos europeus", acrescentou o especialista.

Al-Khatib acredita que a Rússia já alcançou os objetivos da operação militar. Ele observou que, além do sucesso militar, a Rússia conquistou uma vitória cultural e econômica. Mas o problema está no outro lado, que se recusa a aceitar o resultado.

"O momento da verdade agora não é de negociação, mas sim de ação decisiva, reconhecimento e confirmação", declarou o especialista.

Ele acrescentou que é a Europa que precisa buscar garantias de segurança, enquanto a Rússia pode garantir a sua própria segurança por si mesma.
Segundo a avaliação do cientista político sírio, o líder ucraniano, Vladimir Zelensky, já se rendeu, mas os Estados Unidos tentam evitar uma queda "trágica" dele. É por isso que, no acordo de paz, os norte-americanos lhe ofereceram eleições dentro de cem dias, noventa dias ou três meses, bem como o reconhecimento dos territórios libertados pela Rússia, explicou o analista.
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Na opinião dele, as conversações do presidente russo, Vladimir Putin, e do presidente norte-americano, Donald Trump, no Alasca em agosto do ano passado, resultaram no surgimento de uma nova ordem mundial na qual a Europa tornou-se desnecessária.

"Os Estados Unidos sabem que a Rússia venceu, então não entrarão em confronto com ela, e é por isso que hoje estamos testemunhando uma reaproximação americano-russa como nunca antes na história dos dois países", resumiu o cientista político sírio.

E os próprios europeus deveriam fazer o mesmo para não perder a Rússia, destacou o especialista.
Anteriormente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que é a Europa, e não a Ucrânia, que impede a resolução do conflito e as conversações. Ele acrescentou que, no momento atual, a Ucrânia tornou-se apenas uma espectadora.
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