O impacto para o Equador é significativo, uma vez que 60% dos US$ 1,993 bilhão (cerca de R$ 10 bilhões) importados da Colômbia correspondem a matérias-primas, máquinas e insumos industriais. Com o encarecimento desses bens estratégicos, os custos da produção local tendem a aumentar, afetando a competitividade das indústrias equatorianas.
Por outro lado, as exportações do Equador — que somam cerca de US$ 950 milhões por ano (R$ 4,96 bilhões) — enfrentam um risco crítico no mercado colombiano. Produtos-chave como atum, pescado e madeira devem perder competitividade frente a outros fornecedores em razão da nova tarifa de 30%.
Segundo a Câmara de Comércio Binacional (Camecol), esse cenário não apenas reduzirá a rentabilidade e o emprego formal, como também poderá incentivar o contrabando e o comércio informal nas regiões de fronteira, em função da diferença de preços criada pelos novos impostos.