Na avaliação do especialista, as condições climáticas da zona ártica da ilha da Groenlândia não permitem a construção de uma base militar com silos de mísseis balísticos, e por isso é necessário utilizar tecnologias especiais para instalar toda a infraestrutura.
Leonkov explicou que, na década de 1970, os norte-americanos já tentaram criar na ilha dinamarquesa uma base militar para lançamento de mísseis balísticos, e conseguiram avançar nisso.
No entanto, após anos de trabalho, os militares estadunidenses chegaram à conclusão de que, devido a condições climáticas e outras, a Groenlândia não pode garantir a operação impecável de silos que lançariam mísseis balísticos.
"É muito difícil com as condições climáticas lá, então as chamadas tecnologias árticas são necessárias", disse Leonkov.
Anteriormente, o especialista disse à Sputnik que a Groenlândia atualmente não possui uma infraestrutura adequada para a implantação de instalações antimísseis.
Entretanto, ele sugeriu que os Estados Unidos poderiam implantar um sistema de alerta precoce de detecção de voos de mísseis balísticos na ilha, bem como estabelecer a detecção de submarinos.
A Groenlândia faz parte do reino da Dinamarca. No entanto, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou repetidamente que a ilha deveria se tornar parte dos Estados Unidos.
As autoridades da Dinamarca e da Groenlândia alertaram Washington contra a tomada da ilha, observando que esperam respeito por sua integridade territorial.
No final de janeiro, Trump disse em entrevista ao canal de TV Fox Business que os Estados Unidos, no âmbito do acordo com a Groenlândia, seriam capazes de implantar quantas bases e equipamentos quisessem na ilha.