Panorama internacional

Hungria classifica como 'escandalosa e revoltante' declaração da OTAN sobre tropas na Ucrânia

O ministro das Relações Exteriores da Hungria, Peter Szijjártó, classificou como escandalosa e revoltante a declaração do secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte, sobre a possível presença de tropas ocidentais na Ucrânia, e pediu que ele respeite a decisão da aliança de não se envolver no conflito.
Sputnik
Durante um discurso no Parlamento ucraniano na última terça (3), Rutte afirmou que, logo após um acordo de paz na Ucrânia, haveria a presença de Forças Armadas, aeronaves no ar e apoio marítimo de países da OTAN que aceitassem participar dessa iniciativa.

"Quando o conflito começou, a OTAN tomou duas decisões importantes. A primeira: a OTAN não é parte dos embates. A segunda: é preciso fazer todo o possível para que não venha a sê-lo no futuro. Considero que o secretário-geral da OTAN deve se ater às decisões da aliança. O discurso em Kiev contradiz as decisões atuais. Isso é revoltante e escandaloso", declarou nas redes sociais.

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O chanceler húngaro instou Rutte a "não fazer declarações pró-guerra, respeitar as decisões anteriores da OTAN e não aumentar as tensões", além de apoiar os esforços dos Estados Unidos para a resolução do conflito.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia já afirmou anteriormente que qualquer cenário de envio de tropas de países-membros da OTAN à Ucrânia é inaceitável para Moscou e pode provocar uma forte escalada. Declarações sobre a possibilidade de posicionar contingentes de países da aliança na Ucrânia, feitas no Reino Unido e em outros países europeus, foram classificadas pelo ministério como incitação à continuidade das hostilidades.
A Rússia declarou repetidas vezes estar aberta a uma solução pacífica para o conflito na Ucrânia e participa das discussões sobre um plano de paz proposto pelos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, Moscou afirma que a disposição de Kiev para negociar permanece em dúvida.
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