Durante um discurso no Parlamento ucraniano na última terça (3), Rutte afirmou que, logo após um acordo de paz na Ucrânia, haveria a presença de Forças Armadas, aeronaves no ar e apoio marítimo de países da OTAN que aceitassem participar dessa iniciativa.
"Quando o conflito começou, a OTAN tomou duas decisões importantes. A primeira: a OTAN não é parte dos embates. A segunda: é preciso fazer todo o possível para que não venha a sê-lo no futuro. Considero que o secretário-geral da OTAN deve se ater às decisões da aliança. O discurso em Kiev contradiz as decisões atuais. Isso é revoltante e escandaloso", declarou nas redes sociais.
O chanceler húngaro instou Rutte a "não fazer declarações pró-guerra, respeitar as decisões anteriores da OTAN e não aumentar as tensões", além de apoiar os esforços dos Estados Unidos para a resolução do conflito.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia já afirmou anteriormente que qualquer cenário de envio de tropas de países-membros da OTAN à Ucrânia é inaceitável para Moscou e pode provocar uma forte escalada. Declarações sobre a possibilidade de posicionar contingentes de países da aliança na Ucrânia, feitas no Reino Unido e em outros países europeus, foram classificadas pelo ministério como incitação à continuidade das hostilidades.
A Rússia declarou repetidas vezes estar aberta a uma solução pacífica para o conflito na Ucrânia e participa das discussões sobre um plano de paz proposto pelos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, Moscou afirma que a disposição de Kiev para negociar permanece em dúvida.