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Plano do Ocidente para punir Moscou por acordos sobre a Ucrânia é 'disparate', diz Lavrov

© AP Photo / Serviço de imprensa do Ministério das Relações Exteriores da RússiaMinistro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, participa de conferência sobre relações internacionais, em Moscou, na Rússia, em 14 de abril de 2022
Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, participa de conferência sobre relações internacionais, em Moscou, na Rússia, em 14 de abril de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 05.02.2026
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Um plano de resposta do Ocidente a possíveis violações, por parte da Rússia, em eventuais acordos sobre o conflito ucraniano é um disparate, declarou nesta quinta-feira (5) o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov.
Na última terça (3), o jornal Financial Times revelou que Washington e Bruxelas teriam, supostamente, acordado um plano de respostas a qualquer possível violação, por parte de Moscou, dos acordos sobre a Ucrânia. Segundo o veículo, o plano prevê o uso de militares dos Estados Unidos.
"É um disparate, mas muito ilustrativo", afirmou Lavrov.
O chanceler argumentou que Moscou considera inadequadas as exigências ocidentais por "garantias de segurança sólidas e um cessar-fogo imediato" se, antes, não forem resolvidas "as questões relativas à solução do conflito".
"Sem resolver as questões da solução do conflito, essas garantias de segurança significarão aproveitar o cessar das hostilidades para abastecer a Ucrânia com armamentos", afirmou Lavrov, acusando o Ocidente de ignorar completamente as preocupações da Rússia a esse respeito.
Lavrov lembrou declarações anteriores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segundo as quais, para resolver o conflito, é preciso esquecer a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e levar em conta as realidades no terreno.
Soldado ucraniano segura uma arma enquanto descansa um pouco na linha de frente no vilarejo de Nova York, região de Donetsk, 24 de abril de 2023. - Sputnik Brasil, 1920, 04.02.2026
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O chanceler russo também recordou que, durante a cúpula entre Trump e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, no Alasca, em agosto do ano passado, Moscou voltou a enfatizar que sua principal preocupação no conflito ucraniano não são os territórios, mas a população de língua russa nessas regiões.
A Rússia mantém desde 24 de fevereiro de 2022 a operação militar especial na Ucrânia, cujos objetivos, segundo Putin, são proteger a população de "um genocídio promovido pelo regime de Kiev" e conter os riscos à segurança nacional representados pelo avanço da OTAN para o leste.
Moscou advertiu reiteradamente que considera inaceitável a presença de tropas de países da aliança em solo ucraniano, inclusive forças de paz, e também declarou que classifica como incitação à continuidade das operações de combate as declarações sobre esse eventual envio, feitas no Reino Unido e em outros Estados europeus.
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