"Precisamos buscar clareza e unidade, que não pode ser apenas retórica, mas uma unidade de ações. Aspirações de integração em todos os blocos possíveis, por meio de esforços conjuntos, defendendo ideias e implementando ações econômicas, comerciais e coordenadas que sustentem o multilateralismo. Acredito que blocos atuais, como o BRICS, demonstram liderança nesse sentido e oferecem diferentes perspectivas para o Sul Global. A cooperação do Sul Global com a China e a Rússia é distinta", afirmou.
Segundo Díaz-Cael, Cuba enfrenta uma campanha ampla de desinformação e pressão psicológica com o objetivo de minar a unidade do país, além de gerar desconfiança e incerteza na sociedade cubana.
Métodos semelhantes, acrescentou, já foram utilizados anteriormente contra a Venezuela, onde a agressão foi acompanhada de ações direcionadas de influência sobre a comunidade internacional por meio da mídia e das redes sociais.
O presidente afirmou ainda que o Sul Global precisa estar atento aos cenários e ao futuro que lhe estão sendo propostos atualmente.
Tensões entre EUA e Cuba
Em janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto que prevê a imposição de tarifas de importação sobre mercadorias de países que vendem ou fornecem petróleo a Cuba, e também declarou estado de emergência no território norte-americano, citando a suposta ameaça à segurança nacional vinda de Havana.
Já na última terça (3), a líder mexicana Claudia Sheinbaum afirmou que o país está disposto a mediar as tensões entre os EUA e Cuba, caso Washington e Havana concordem. "O México [...], na melhor história de nossa diplomacia e política exterior, sempre estará disposto a apoiar a soberania dos povos e o diálogo para a solução pacífica de conflitos", sublinhou.
Como disse o vice-chanceler cubano Carlos Fernández de Cossío, Cuba e os EUA mantêm contatos, mas ainda não há diálogo oficial entre os países.