Panorama internacional

Dependência da Europa do gás liquefeito russo e estadunidense supera 80%, alerta mídia

Em janeiro deste ano, os países da União Europeia receberam 80% do gás natural liquefeito (GNL) da Rússia e dos Estados Unidos, revelando uma dependência considerável da Europa desses fornecedores, conforme análise da agência de notícias Bloomberg.
Sputnik
Ao rastrear o movimento de navios transportando GNL, a Bloomberg concluiu que a Europa recebeu mais de 80% desse recurso de seus dois maiores fornecedores, Estados Unidos e Rússia, alimentando preocupações sobre a capacidade da região de diversificar suas fontes de energia.
Especialistas da agência advertem que o aumento expressivo dos embarques vindos dos Estados Unidos é motivo de preocupação, e políticos europeus temem que o bloco possa se tornar excessivamente dependente de uma administração que tem recorrido cada vez mais a medidas coercitivas contra aliados históricos.

"Dadas as ameaças de Donald Trump de impor sanções econômicas a países que não atenderem a suas demandas, esses laços comerciais profundos começam a ser vistos como vulnerabilidades estratégicas", destaca a publicação.

Autoridades da UE, incluindo a comissária de Concorrência, Teresa Ribera, e o comissário de Energia, Dan Jorgensen, manifestaram preocupação com a dependência do bloco em relação ao GNL norte-americano, especialmente diante das recentes declarações de Trump sobre a Groenlândia.
Enquanto isso, os embarques russos de GNL para a União Europeia mantiveram-se em níveis historicamente elevados. Em janeiro, França e Bélgica receberam mais de 40% de seu GNL da Rússia, percentual semelhante ao importado dos Estados Unidos. A Alemanha, maior mercado energético europeu, recebeu todo o seu GNL dos norte-americanos.
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Na avaliação dos especialistas, o aumento dos fluxos de GNL para a Europa em janeiro também foi causado por um aumento na demanda após uma série de períodos de frio.

"O consumo total de GNL no continente deve atingir níveis recordes neste ano, já que é necessário mais combustível para repor as reservas de gás esgotadas", constatam os autores do artigo.

Em 6 de fevereiro, o vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, afirmou que a Europa, ao abandonar os recursos energéticos russos, caiu em uma armadilha e tornou-se criticamente dependente dos Estados Unidos, condição que, segundo ele, a fará pagar com "resquícios de sua soberania" e a obrigará a cumprir ordens externas.
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