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'A política apodreceu': em aniversário do PT, Lula diz que o partido 'não pode ir para a vala comum'

Presidente cobra autocrítica da legenda por ter votado a favor do Orçamento de 2026, que traz R$ 61 bilhões reservados para emendas parlamentares e disse que considera "grave" o episódio.
Sputnik
Em evento neste sábado (7), em Salvador, para celebrar o aniversário do PT, que completa 46 anos no próximo dia 10, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou as disputas interna no partido, afirmando que a legenda não pode se igualar à direita em uma política movida pelo dinheiro.
"A política apodreceu. Eu tenho saudades do tempo que eu fazia comício e vendia camiseta, macacão, bola, fita métrica para ganhar dinheiro para encher o tanque de gasolina e fazer outro comício. Agora, é dinheiro rolando para tudo quanto é lado. A direita não quer que a gente seja pior que eles. Quer que a gente seja igual a eles", afirmou o presidente.
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Ele criticou o PT por ter votado a favor do Orçamento de 2026, aprovado em dezembro pelo Congresso, em votação simbólica, que traz R$ 61 bilhões reservados para emendas parlamentares, disse que considera o episódio "grave" e cobrou uma autocrítica do partido.
"Vocês têm a obrigação de não deixar que o partido vá para a vala comum da política desse país", disse Lula.
Durante o evento, o presidente afirmou que o maior adversário do PT nas eleições será ele mesmo. ""Nós só perdemos as eleições deste ano para nós mesmos. Não há como a gente perder para os adversários.
"É importante vocês saberem que se depender do que nós já fizemos, comparado a eles, nós já ganhamos essas eleições. Mas não é isso que vai decidir. Não é isso. Não se iludam. O que vai ganhar as eleições é a nossa narrativa política.""
Ele frisou que o partido deve se fortalecer para além de sua figura e ampliar seu espaço na sociedade.
"É o partido que tem que ser forte, não é o Lula. O Lula é uma pessoa física, vocês são uma pessoa jurídica que não pode acabar."
A fala de Lula foi resumida em um tópico de seu discurso, a disputa eleitoral por São Paulo, reduto, mas últimas eleições, da oposição. Segundo o presidente, o partido precisa refletir sobre erros e que "brigas internas" acabaram com a sigla na região metropolitana. "Em algum momento nós erramos. É preciso ver onde erramos para a gente corrigir."
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