Panorama internacional

Japão pretende concluir acordo de paz com Rússia na questão das Ilhas Curilas

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, afirmou neste sábado (7) que Tóquio pretende resolver a questão das quatro ilhas do Norte com Moscou e concluir um acordo de paz.
Sputnik
Vale lembrar que, anteriormente, nos finais de outubro do ano passado, a premiê japonesa já se pronunciou sobre o desejo do Japão de chegar a acordo com a Rússia na questão das Ilhas Curilas.

"O estado atual das relações com a Rússia é difícil. No entanto, a posição do Japão para resolver a questão das quatro ilhas do Norte e concluir um tratado de paz permanece inalterada", disse Takaichi.

A primeira-ministra também lamentou que a questão ainda não tenha sido resolvida e isso causa pesar ao governo japonês.

"80 anos se passaram desde a guerra, mas mesmo agora a questão territorial com a Rússia não foi resolvida e nenhum tratado de paz foi concluído. Isso é verdadeiramente lamentável e ofensivo. O governo percebe essa situação de forma dolorosa", ressaltou Takaichi.

Questão territorial: a premiê japonesa conseguirá alcançar paz com a Rússia?
A declaração foi feita pela premiê japonesa durante o 45º Congresso Nacional com a exigência da devolução dos territórios do Norte.
O evento ocorre anualmente no Japão, em 7 de fevereiro, por ocasião do aniversário da assinatura do Tratado de Shimoda com a Rússia, em 1855, segundo o qual o Japão passou a administrar as ilhas de Kunashir, Shikotan, Iturup e Hamobai.
No entanto, após a Segunda Guerra Mundial, as Ilhas Curilas tornaram-se parte da União Soviética como resultado da guerra e agora Moscou sustenta que a soberania sobre elas está fora de questão.
Em 1956, a União Soviética e o Japão assinaram uma declaração conjunta, segundo a qual Moscou concordou, após concluir um tratado de paz, em considerar a possibilidade de transferir as ilhas Habomai e Shikotan para Tóquio. Ao mesmo tempo, o destino de Kunashir e Iturup não foi tocado.
Moscou se recusou a dialogar sobre essa questão depois que Tóquio impôs sanções contra a Rússia devido ao início da operação militar especial na Ucrânia.
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