Panorama internacional

Israel amplia poderes e assentamentos na Cisjordânia; presidente palestino denuncia anexação

Medidas aprovadas por Israel revogam regulamentos que impediam a compra de territórios na Cisjordânia por colonos judeus e permitem que o governo israelense amplie a supervisão e fiscalização em áreas sob controle da Autoridade Palestina.
Sputnik
O gabinete de segurança de Israel aprovou neste domingo (8) uma série de medidas que facilitam a compra de terras por colonos judeus na Cisjordânia ocupada, ao mesmo tempo que concedem às autoridades israelenses mais poderes de fiscalização sobre os palestinos.
A Cisjordânia está entre os territórios que os palestinos reivindicam para um futuro Estado independente. Grande parte dela está sob controle militar israelense, com autogoverno palestino limitado em algumas áreas administradas pela Autoridade Palestina (AP).
Citando declarações dos ministros israelenses das Finanças, Bezalel Smotrich, e da Defesa, Israel Katz, sites de notícias israelenses afirmaram que as medidas incluíam a revogação de regulamentos antigos que impediam cidadãos judeus de comprar terras na Cisjordânia.
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Também foi relatado que as medidas incluem permitir que as autoridades israelenses administrem alguns locais religiosos e expandir a supervisão e a fiscalização em áreas sob administração da Autoridade Palestina em questões de riscos ambientais, crimes relacionados à água e danos a sítios arqueológicos.
O presidente palestino, Mahmoud Abbas, afirmou que as novas medidas são perigosas, ilegais e equivalem a uma anexação de fato. As novas medidas entram em vigor três dias antes do encontro marcado entre o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington.
Em sua declaração, Abbas instou Trump e o Conselho de Segurança da ONU (CSNU) a intervirem na situação.
Trump descartou a anexação da Cisjordânia por Israel, mas seu governo não buscou conter a construção acelerada de assentamentos israelenses, que, segundo os palestinos, lhes negam um potencial Estado ao consumir seu território.
Netanyahu, que enfrentará eleições ainda este ano, considera o estabelecimento de qualquer Estado palestino uma ameaça à segurança de Israel. Sua coalizão governista inclui muitos membros pró-colonização que desejam que Israel anexe a Cisjordânia.
O mais alto tribunal das Nações Unidas afirmou, em um parecer consultivo não vinculativo de 2024, que a ocupação israelense dos territórios palestinos e dos assentamentos ali existentes é ilegal e deve ser encerrada o mais rápido possível. Israel contesta essa posição.
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