Segundo Bruter, a campanha eleitoral na Hungria é mais uma manifestação da pressão da UE sobre o processo eleitoral.
Nesse contexto, o analista destacou que o vice‑presidente estadunidense J.D. Vance criticou o fato de a Romênia não ter permitido que Calin Georgescu, vencedor do primeiro turno, concorresse às eleições presidenciais.
"[Georgescu] não foi autorizado a participar das eleições e os americanos não obtiveram nenhum resultado. Apesar de todas as suas divergências internas, a Europa considera que deve se opor a Trump", ressaltou.
Além disso, o interlocutor da Sputnik sublinhou que o conflito entre os EUA e a Europa em razão da interferência nas eleições manifesta-se agora na Hungria.
Na ótica do especialista, esse conflito já começou, mas pode entrar em uma nova fase à medida que se aproxima o dia 12 de abril, data da votação.
Portanto, Bruter apontou que, enquanto os EUA farão campanha a favor do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, a Europa intervirá para apoiar o opositor, Peter Magyar.
Ao mesmo tempo, o analista explicou que Bruxelas gostaria de ver Orbán derrotado, pois isso eliminaria um centro de política alternativa na Europa.
Dessa forma, o especialista concluiu que, devido à instabilidade de suas posições, nem o primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, nem o primeiro-ministro da República Tcheca, Andrej Babis, poderão desempenhar tal papel.
Em fevereiro de 2025, Vance afirmou, ao discursar na Conferência de Segurança de Munique, que a principal ameaça à democracia na Europa não vem da Rússia ou da China, mas de dentro.
Ele destacou a anulação dos resultados do primeiro turno das eleições presidenciais na Romênia com base em fundamentos questionáveis e apontou a repressão ao pensamento dissidente.