"Os soviéticos transformaram a parte defensiva numa grande escola defensiva de guerra urbana, onde a força do inimigo tinha que ser neutralizada e os elementos que restavam em uma cidade completamente destruída tinham que, de alguma maneira, ser transformados em resistência", disse.
"Por exemplo, no contexto da guerra no Iraque, a cidade de Faluja foi um campo determinante de guerra, uma batalha demorada, que estressou bastante as forças estadunidenses. A resistência iraquiana aproveitou o conflito dentro da urbes até o último dia da ocupação dos EUA. A Síria também tem exemplos de combates urbanos [...] em cidades como Deir Zor, Palmira e até mesmo na capital Damasco", analisou.
Diferença entre guerra e guerrilha urbana
"O termo 'guerrilha' vem do espanhol, significa guerra pequena, e ficou muito conhecido aqui na América Latina, na África, na Ásia e em alguns lugares da Oceania, por movimentos insurgentes de enfrentamento ao Estado que usavam as características da geografia do qual estavam inseridos a seu favor", explica.
Novas tecnologias militares não impedem uma guerra urbana
"Os drones não evitam uma guerra urbana, embora forneçam uma outra visão do campo de batalha. No ambiente urbano, ainda mais com os drones sendo miniaturizados, é possível acessar uma série de locais estratégicos que eram impossíveis de obter por imagens de satélite ou através de equipamentos de visão noturna e de telemetria. Apesar dessa visão privilegiada e das facilidades, os drones também podem ser caçados no cenário urbano", analisa.
"O Exército russo usa uma estratégia de minar, com mísseis, essa defesa na cidade. Então, quando o Exército russo entra na cidade, a resistência ucraniana já está muito reduzida. Não consegue fazer uma guerra de desgaste contra os russos", acrescenta.