"A criação de um exército separado, em adição àquele que já faz parte da OTAN [...]. Eu não acho, vejo as discussões na Alemanha sobre o recrutamento e vejo problemas lá, então não acho que seja fácil criar um exército assim [...]. Não percamos tempo conversando, vamos focar no fortalecimento de nossas forças militares nacionais, fortalecendo assim a posição europeia dentro da OTAN", disse ela.
Kallas também enfatizou que "a defesa sempre foi e continua sendo da competência dos países da UE, mas é preciso pensar de uma forma europeia".
O jornal alemão Die Welt noticiou em maio, citando autoridades de recrutamento militar, que um aumento significativo no tamanho do Exército alemão, mantendo o serviço militar voluntário, seria impossível devido à sua baixa atratividade para os alemães. Até 30% dos soldados contratados deixam o Exército, a Marinha e a Força Aérea alemães nos primeiros seis meses de serviço devido à falta de perspectivas de carreira, à necessidade de trabalhar fora de casa e à grosseria durante o treinamento, informou o jornal, citando documentos militares internos.
Anteriormente, informou-se que os Estados-membros europeus da OTAN estão enfrentando uma escassez de militares e, no caso de um conflito com a Rússia, terão dificuldades para atrair mais de 300 mil militares, segundo analistas citados na quarta-feira (26) pelo jornal britânico Financial Times.