No encontro, de acordo com o boletim, abordou-se "a situação atual em Cuba após o endurecimento do embargo" pelo governo dos EUA, bem como a situação das empresas do país ibérico na ilha.
"A Espanha prestará ajuda humanitária da AECID [Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento] de Cuba através do sistema das Nações Unidas em alimentação e produtos sanitários de primeira necessidade", lê-se no comunicado da pasta diplomática espanhola.
A Embaixada da Rússia em Cuba informou na quarta-feira (11) que Moscou considera fornecer petróleo e derivados a Havana como ajuda humanitária. Na última segunda-feira (9), a presidente do México, Claudia Sheinbaum, anunciou que as entregas de petróleo bruto para Cuba foram temporariamente suspensas para evitar tarifas dos Estados Unidos.
Em 29 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva autorizando os Estados Unidos a impor tarifas sobre as importações de países que fornecem petróleo a Cuba e também declarou estado de emergência, citando uma suposta ameaça à segurança nacional norte-americana representada por Cuba.
A ação desencadeou uma grave crise energética em Cuba, levando as autoridades do país caribenho a anunciarem medidas extraordinárias para "garantir a vitalidade do país" e manter "serviços essenciais sem sacrificar o desenvolvimento".
Entre as medidas anunciadas estão restrições à venda de combustíveis, redução de viagens interprovinciais, fechamento de hotéis e redução da jornada de trabalho.