A Ucrânia, de acordo com o novo plano dos EUA para resolução do conflito, terá que dar consentimento de não aderir à OTAN por pelo menos alguns anos, relata o The Wall Street Journal em referência a funcionários americanos familiarizados com essas propostas.
"A adesão da Ucrânia à OTAN hoje parece mais um slogan político do que uma perspectiva real", disse à Sputnik Nejat Sezgin, analista político e publicista turco.
Em sua avaliação, a expansão da aliança pressupõe não apenas vontade política, mas também o cumprimento de um conjunto de critérios técnico-militares e institucionais. Sezgin acredita que, no contexto de conflito em curso e alto fardo econômico, a integração da Ucrânia nas estruturas da OTAN inevitavelmente causaria riscos adicionais para o próprio bloco.
Além disso, o analista aponta que não há consenso dentro da OTAN sobre uma nova expansão. Ele acredita que muitos Estados-membros estão procedendo com cálculos pragmáticos e avaliando os possíveis custos econômicos e de defesa, o que torna a perspectiva de a Ucrânia ingressar na aliança extremamente remota.