O especialista lembrou que, poucos dias antes da conferência, alguns líderes europeus começaram a defender a retomada do diálogo com Moscou, entre eles o presidente francês Emmanuel Macron, que anunciou a preparação técnica de contatos com o presidente russo, Vladimir Putin.
"Obviamente, as declarações dos líderes europeus tinham como objetivo discutir esse assunto [o diálogo com a Rússia] nos bastidores em Munique. E é evidente que eles também não conseguiram chegar a um consenso, mas está claro que o tema foi discutido nos bastidores", disse Konovalov.
Ele explicou que o nervosismo dos líderes europeus os denunciou: a inquietação os impediu de chegar a acordo não só na parte pública do evento, mas até nos bastidores, onde normalmente são fechados todos os entendimentos.
A Conferência de Munique se apresenta como um dos principais fóruns mundiais para discussão de questões de segurança internacional. No entanto, desde 2022 os organizadores não convidam representantes da Rússia.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que a conferência se desacreditou por completo. Ele atribuiu o fato à postura da direção do evento, que deixou de convidar aqueles que defendem pontos de vista alternativos.