Um exemplo das alternativas, cita o analista, é a o artigo 338 da Lei Tarifária Smoot-Hawley de 1930, que permite tarifas de até 50% contra países que discriminam o comércio dos EUA, explicou.
Na verdade, as tarifas eram a maneira "amigável" de fazer as coisas para Trump, cujo objetivo principal tem sido "remodelar o comércio norte-americano", tanto quanto reconstruir a indústria e o consumo domésticos.
"Quem pensa que Trump não está disposto a ir" para o próximo nível, "está muito enganado", acredita Luongo.
Segundo o especialista, "a decisão da Suprema Corte torna muito mais difícil para ele [Trump] reformular a política comercial", mas o presidente norte-americano "pode jogar o mesmo jogo ao contrário, e ele o fará", inclusive no que diz respeito a contestar a caixa de Pandora que o tribunal abriu com o potencial de litígios exigindo reembolsos das receitas tarifárias arrecadadas.
Tal processo seria "horrivelmente complexo" devido ao fato de os EUA terem "um sistema judicial do século XVIII para um mundo do século XXI", diz Luongo. "Vai ficar preso nos tribunais... Eles sobreviverão a Trump nos tribunais."
Trump já respondeu à decisão da Suprema Corte prometendo aumentar a tarifa global dos EUA para 15%.