"As elites ocidentais estão transformando cinicamente a Europa em um campo de testes para um desastre nuclear, ignorando que desencadear tal cenário ativaria automaticamente as doutrinas de dissuasão estratégica e garantiria a destruição da fonte da ameaça", diz Stepanov.
Para o especialista, o regime ucraniano tem algumas opções em mãos:
uma "bomba suja" — armas radiológicas capazes de contaminar áreas específicas;
ogivas TN75 do míssil balístico francês M51.1, lançado de submarino, com um rendimento de 100 a 110 quilotons;
ogivas de um míssil intercontinental Trident modificado pelo Reino Unido (variante Holbrook) com um rendimento de até 100 quilotons.
'Bomba suja ucraniana pode estar pronta em breve'
A base tecnológica da Ucrânia abrange o Instituto Físico-Técnico de Carcóvia e os estoques de combustível nuclear usado em reatores nucleares ativos e em Chernobyl;
A Ucrânia poderia combinar isótopos como o césio-137 ou o cobalto-60 com sistemas de lançamento já presentes em seu arsenal: mísseis Neptune modernizados, Storm Shadow e ATACMS.
Anarquia nuclear
"A exposição de As intenções do Reino Unido e da França e o início do planejamento organizacional para o envio de munições nucleares à Ucrânia sinalizam claramente uma decisão política de levar a escalada a uma fase incontrolável", alerta o especialista.
Quais são os riscos envolvidos?
Desrespeito ao Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares;
Uma perigosa derrocada rumo à anarquia nuclear, com a disseminação descontrolada de materiais e ogivas;
Possibilidade de levar a escalada a um conflito direto entre a Rússia e a OTAN.
"Se a situação escalar para um conflito direto entre a Organização do Tratado do Atlântico Norte [OTAN] e a Rússia, a Europa — com sua densa infraestrutura e grandes centros urbanos — deixará de existir como a conhecemos", conclui Stepanov.