"A guerra que se aproxima não beneficia os interesses dos EUA, mas é uma guerra iniciada por Benjamin Netanyahu, Israel e sua ‘ala fascista da direita" esclareceu.
O especialista afirmou que o primeiro-ministro israelense está descontente com as negociações entre EUA e Irã realizadas em Omã e na Suíça e vem, desde dezembro de 2025, pressionando Donald Trump para lançar um ataque contra o Irã.
No entanto, o analista sugeriu que "o aumento sem precedentes do poderio militar [estadunidense] na região" poderia significar não apenas uma pressão sobre Teerã, mas também servir para desviar a atenção dos norte-americanos dos efeitos do caso Epstein, o escândalo que está abalando os EUA.
Os EUA mobilizaram amplo poder militar na região, enquanto Trump vem há semanas ameaçando ataque limitado ao Irã para pressionar por acordo que restrinja o programa nuclear iraniano.
Um possível ataque gerou temores de interrupções no abastecimento global, diante de possível bloqueio iraniano ao estreito de Ormuz, rota vital para as exportações de energia do Oriente Médio, por onde passa cerca de um quarto do petróleo transportado por mar.
A indústria petrolífera iraniana responde por cerca de 3% da oferta mundial, com produção em torno de 3,3 milhões de barris por dia. No auge, nos anos 1970, o Irã chegou a fornecer mais de 10% do petróleo global, posição que perdeu após a Revolução de 1979 e a expulsão de empresas estrangeiras.