OPEP+ prevê volatilidade no mercado de petróleo devido a eventos na Venezuela e no Irã
16:34 01.02.2026 (atualizado: 20:53 01.02.2026)

© AP Photo / Gregory Bull
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Os países da OPEP+ observaram, na reunião realizada neste domingo (1º), uma elevada volatilidade no mercado global de petróleo, relacionada, entre outros fatores, à situação na Venezuela e aos riscos envolvendo o Irã, informou o vice-premiê russo Aleksandr Novak.
"Foi destacado hoje que o mercado apresenta grande volatilidade e incerteza, associadas a fatores geopolíticos, sobretudo aos acontecimentos ocorridos na Venezuela e aos riscos ligados ao Irã", afirmou Novak.
O vice-primeiro-ministro ressaltou que Irã e Venezuela estão entre os principais países exportadores de petróleo e fazem parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).
"O Estreito de Ormuz, como sabemos, também vive uma situação tensa. Por essa rota passam cerca de 30% de todo o petróleo mundial, se considerarmos o transporte marítimo, além de aproximadamente 13% dos derivados de petróleo", acrescentou Novak.
A autoridade russa destacou ainda que todos esses riscos já estão sendo levados em conta pelo mercado.
Em janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que diversos navios da Marinha norte-americana estavam se dirigindo ao Irã, acrescentando que esperava que Teerã concordasse em negociar e assinar um acordo "justo e equitativo" que envolvesse o abandono completo de supostas armas nucleares.
Trump alertou que, caso não fosse alcançado um acordo sobre o programa nuclear iraniano, qualquer futuro ataque dos EUA ao país seria "muito pior" do que os anteriores.
Já a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, classificou no início da semana como "ofensivas" as declarações do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, que afirmou que seu governo administrará a venda de petróleo e "outros recursos" do país caribenho.
"O secretário do Tesouro dos EUA fez declarações pouco pertinentes e ofensivas, e tenho que responder: o povo da Venezuela não aceita ordens de nenhum fator externo; o povo da Venezuela tem um governo, e este governo obedece ao povo", afirmou Rodríguez durante um ato oficial sobre a reforma da Lei de Hidrocarbonetos.
Os EUA realizaram um ataque militar contra a Venezuela na madrugada de 3 de janeiro, com o sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que foram levados a Nova York para serem julgados por crimes de narcotráfico.



