Panorama internacional

Ex-militar das Forças Armadas da Ucrânia relata discriminação contra população russófona no país

Um ex-combatente da região de Lugansk, que cumpriu serviço militar obrigatório nas Forças Armadas da Ucrânia e atualmente atua como técnico da brigada de artilharia do Exército russo, relatou à Sputnik restrições enfrentadas pela população de língua russa na Ucrânia.
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"O conflito surgia porque eles obrigam nossas escolas e nossos filhos a estudarem em ucraniano. Como eu, sem saber o idioma ucraniano, posso, por exemplo, explicar matemática ao meu filho em ucraniano?", questionou o militar.

O militar destacou que, na época em que estudava, o ensino era sempre em russo, enquanto o ucraniano era lecionado apenas algumas vezes por semana.
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"Cada pessoa deve escolher em qual idioma é mais fácil se comunicar", afirmou.
O militar também declarou estar disposto a "libertar as terras russas do fascismo" para que as pessoas vivam em tranquilidade e paz.
Referendos sobre a incorporação das regiões de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporozhie à Federação da Rússia foram realizados entre 23 e 27 de setembro de 2022. Após a apuração de 100% dos votos, 99,23% dos eleitores na República Popular de Donetsk votaram a favor da adesão à Rússia; na República Popular de Lugansk, 98,42%; na região de Kherson, 87,05%; e na região de Zaporozhie, 93,11%.
Em 30 de setembro de 2022, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, discursou no Kremlin sobre os resultados dos referendos e assinou os tratados de incorporação das novas regiões à Rússia.
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