O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, enfatizou que quaisquer medidas de Trump contra o país devem respeitar a autonomia das empresas privadas, o direito internacional e os acordos bilaterais firmados entre União Europeia e Estados Unidos.
Sánchez ressaltou ainda que a Espanha é membro relevante da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e uma das principais economias exportadoras do bloco europeu, mantendo relações comerciais consolidadas com 195 países, incluindo os próprios Estados Unidos.
Segundo o governo, setores que eventualmente venham a ser afetados receberão apoio, ao mesmo tempo em que será incentivada a diversificação das cadeias de suprimentos como forma de reduzir vulnerabilidades externas.
A segunda vice-primeira-ministra, Yolanda Díaz, classificou como inaceitáveis as declarações de Trump e afirmou que Madri não aceitará pressões externas.
Mais cedo, Trump ameaçou "cortar todo o comércio com a Espanha" após o país se recusar a autorizar o uso de bases militares espanholas pelas Forças Armadas dos EUA em operações contra o Irã. A declaração foi feita no Salão Oval, no início de uma reunião com o chanceler alemão, Friedrich Merz.
Além disso, Trump afirmou que Madri é contra o aumento dos gastos em defesa para até 5% do PIB, conforme acordado pelos membros da OTAN. "Não faz mal, não queremos usá-las [as bases]. […] Por isso, vamos cortar todo o comércio com a Espanha", afirmou.