"A liderança dos EUA não compreende a natureza do conflito no Irã. O principal fator é que estamos lidando com um povo que tem três mil anos, com 90 milhões de pessoas, 53% persas, com muitos problemas, mas que se condenará à morte apenas para nos causar uma dor de cabeça realmente terrível", disse ele.
Wilkerson, no entanto, alertou contra as esperanças ingênuas de que o Exército dos EUA conseguiria quebrar a resistência iraniana em breve.
"E nós ficaríamos loucos se achássemos que tudo iria se limitar a alguns dias, algumas balas e algumas bombas, e depois subiríamos solenemente a colina e diríamos: 'temos um novo regime em Teerã' ou algo assim. […] Não vamos conseguir fazer isso", explicou o coronel.
No sábado (28), Estados Unidos e Israel lançaram uma operação militar em larga escala contra o Irã. Tel Aviv afirmou que o objetivo dos ataques era impedir Teerã de obter armas nucleares. Donald Trump, por sua vez, anunciou sua intenção de destruir a Marinha iraniana e a indústria de defesa, e também pediu aos cidadãos do país que derrubem o regime.
A Rússia disse que a operação de Washington e Tel Aviv não tem nada a ver com a manutenção do regime de não proliferação nuclear e exigiu o retorno às negociações. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, enfatizou que Moscou está pronta para contribuir com o acordo, inclusive no Conselho de Segurança da ONU.