O movimento ocorre em meio a relatos de que Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos reduziram a produção por falta de capacidade de armazenamento, enquanto o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz enfrenta paralisações devido à escalada militar. A rota é estratégica para o escoamento global de petróleo e qualquer interrupção amplia a volatilidade nos mercados internacionais.
Apesar da disparada nos preços, o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou que Washington não prevê escassez global de petróleo em decorrência da guerra envolvendo o Irã.
Segundo ele, o mundo dispõe de amplas reservas e "não há absolutamente nenhuma escassez de energia". Wright também destacou que os EUA estão permitindo que a Índia continue comprando petróleo russo para garantir o funcionamento das refinarias no Sul da Ásia, diante das dificuldades logísticas no Golfo Pérsico.
O secretário afirmou ainda que a retomada regular do tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz pode ocorrer em breve, mas reconheceu que a normalização total deve levar algumas semanas. Enquanto isso, os mercados seguem reagindo à incerteza geopolítica, com investidores monitorando possíveis novos desdobramentos militares e impactos sobre a oferta global de energia.