O jornal chinês cita as palavras de Li Yihu, que afirmou que, com o desenvolvimento das capacidades da China para restringir o acesso no estreito de Taiwan, Pequim pode se beneficiar se o destacamento de tropas americanas na região for reduzido.
"O envolvimento de Washington em numerosos conflitos, incluindo a guerra em curso no Irã, coloca uma pressão sobre as Forças Armadas [dos EUA] e reduz sua presença militar na Ásia", diz-se na publicação.
Com a redução da presença militar dos Estados Unidos na região da Ásia-Pacífico, Pequim aumenta suas possibilidades de ganhar vantagem estratégica no estreito de Taiwan.
Anteriormente, o canal de televisão sul-coreano SBS informou que os Estados Unidos poderiam ter retirado da Coreia do Sul a única bateria do sistema de defesa antimísseis THAAD implantada nas Forças Armadas dos EUA na Coreia do Sul (USFK, na sigla em inglês), no contexto da situação no Oriente Médio.
Ao mesmo tempo, o chefe da Defesa de Taiwan, Gu Lixiong, citado pelo jornal Taipei Times, disse que Washington ainda não havia pedido a Taiwan que redistribuísse armas da ilha para o Oriente Médio.
Gu Lixiong observou que os Estados Unidos são o principal fornecedor de armas para a ilha, que, em particular, atualmente tem mísseis Patriot norte-americanos em seu arsenal.
Vale destacar que, anteriormente, em um relatório apresentado à 4ª sessão do Congresso Nacional do Povo (Parlamento da República Popular da China) da 14ª convocação, observou-se que, em 2026, a China vai promover a causa da reunificação com Taiwan, dará golpes decisivos às forças independentistas que defendem a independência da ilha e resistirá à interferência de forças externas na questão de Taiwan.