A decisão foi tomada após manifestação do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, que alertou para o risco de a visita ser interpretada como ingerência externa no cenário político brasileiro.
Inicialmente, Moraes havia autorizado a visita, com previsão para ocorrer no dia 18, permitindo ainda que Beattie estivesse acompanhado de um intérprete. No entanto, o ministro voltou atrás após novas informações apresentadas pelo Itamaraty.
Segundo a pasta, embora a viagem do assessor tenha sido comunicada pelos canais diplomáticos oficiais, não havia previsão de agenda com o governo brasileiro. O representante norte-americano, no entanto, indicava compromissos em Brasília na segunda e terça-feira da próxima semana e, posteriormente, em São Paulo.
De acordo com o Itamaraty, o pedido de encontros com autoridades brasileiras só foi apresentado pela embaixada dos Estados Unidos um dia após a defesa de Bolsonaro solicitar autorização para a visita ao ex-presidente. Até o momento, porém, nenhuma dessas agendas foi confirmada.
Conforme publicado pelo UOL, em documento enviado ao STF, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ressaltou que uma eventual visita de um representante estrangeiro a um ex-presidente preso, em um ano eleitoral, poderia configurar interferência indevida em assuntos internos do país, conforme princípios da legislação internacional.
Diante do alerta diplomático, Moraes decidiu revogar a autorização anteriormente concedida e impedir a realização do encontro.