Panorama internacional

Não sendo lucrativo para ninguém, conflito entre EUA e Irã chega a beco sem saída, diz especialista

O conflito entre os Estados Unidos e o Irã chegou a um impasse, e a continuação de hostilidades dispendiosas e de alta intensidade não é lucrativa para nenhum dos lados, acredita o professor Liu Zhongmin do Instituto de Estudos do Oriente Médio da Universidade de Línguas Estrangeiras de Xangai.
Sputnik
Segundo a opinião do professor chinês, citada pela agência de notícias chinesa Global Times, nem o Irã, nem os Estados Unidos podem obter quaisquer benefícios do atual conflito no Oriente Médio, já que é caro demais e afeta a economia de ambos os lados.

"O conflito está em um impasse, um conflito tão intenso e custoso é inaceitável tanto para os dois lados quanto para os países da região", afirmou Liu Zhongmin.

Liu Zhongmin observou que a tensão em curso no estreito de Ormuz é uma "faca de dois gumes" para ambos os lados: para os Estados Unidos é uma ameaça à segurança energética e à economia, e para o Irã prejudica suas relações com os países do golfo Pérsico.
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O especialista acrescentou que Pequim ocupa uma posição especial nesse contexto, porque procura manter relações amistosas tanto com o Irã quanto com os países árabes.
Por isso, na opinião do especialista, a China tem todas as oportunidades para desempenhar um papel decisivo em ajudar a aliviar as tensões e contradições entre as diferentes partes.
Vale lembrar que em 1º de março, junto com outros países, inclusive a Rússia, a China condenou o assassinato do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, dizendo que o ataque conjunto dos EUA e de Israel representa uma "grave violação da soberania e da segurança do Irã".
Além disso, a China exigiu a suspensão imediata das operações militares, o fim da escalada das tensões e um esforço conjunto para manter a paz e a estabilidade no Oriente Médio e em todo o mundo.
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