O jornal destaca que essa nova realidade é comprovada por dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
"Em fevereiro, as exportações brasileiras para os EUA registraram queda de 20,3%, totalizando US$ 2,5 bilhões [R$ 12,95 bilhões] ante US$ 3,17 bilhões [R$ 16,42 bilhões] no mesmo mês de 2025. Em contrapartida, as exportações para a China cresceram 38,7% em fevereiro na comparação anual, chegando a US$ 7,22 bilhões [R$ 37,40 bilhões]", destaca a publicação.
Segundo a matéria, esse avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento de 35,3% no volume de embarques.
Nesse contexto, a publicação aponta que a mudança no cenário comercial ocorreu em razão das oportunidades abertas pelos Estados Unidos.
Com as tarifas impostas pelo presidente americano, Donald Trump, a China se consolidou como principal destino das commodities brasileiras, enquanto a União Europeia e o Japão também ampliaram suas compras.
As exportações brasileiras para os EUA registraram quedas consecutivas em 2025 e 2026, com retração de 26% em janeiro (R$ 12,3 bilhões) e queda acentuada em fevereiro.
A publicação conclui que, apesar da alta inicial das vendas em 2025, com a tarifa de 10%, a taxa de 50% em agosto coincidiu com o recorde de R$ 48,5 bilhões embarcados para a China na era Trump.
Anteriormente, o MDIC informou que, mesmo com o tarifaço dos EUA sobre o tabaco, a indústria brasileira contrariou o cenário adverso e alcançou marca histórica em 2025. Segundo o ministério, o resultado supera o recorde anterior de 2012, quando as exportações atingiram quase R$ 17,09 bilhões.